Roteiro da independência

Museu Afro Brasil

História

Endereço: Portão 10, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04094-050


[1] O Museu Afro Brasil é uma instituição pública administrado pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura.Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso Parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu conserva, em 11 mil m² um acervo com mais de 8 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje. O acervo abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira. O Museu exibe parte do seu Acervo na Exposição de Longa Duração, realiza Exposições Temporárias e dispõe de um Auditório e de uma Biblioteca especializada que complementam sua Programação Cultural ao longo do ano.


Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do Diretor Curador Emanoel Araujo, o Museu Afro Brasil construiu, ao longo de 10 anos, uma trajetória de contribuições decisivas para a valorização do universo cultural brasileiro ao revelar a inventividade e ousadia de artistas brasileiros e internacionais, desde o século XVIII até a contemporaneidade. Araújo já tentara frustradamente viabilizar a criação de uma instituição voltada ao estudo das contribuições africanas à cultura nacional quando, em 2004, apresentou uma proposta museológica à então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Encampada a ideia pelo poder público municipal, iniciou-se o projeto de implementação do Museu. Foram utilizados recursos advindos da Petrobrás e do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet.
Desde 2009, o Museu Afro Brasil é uma instituição pública, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, que é administrado pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, é subordinado ao Governo do Estado
de São Paulo.

Citação

[2] “No ponto de partida, há a certeza de que não se poderia contar essa historia por meio de uma visão oficial escamoteadora,que insiste em minimizar a herança africana como matriz formadora de uma identidade nacional, ignorando a saga de mais de cinco séculos de história e de dez milhões de africanos triturados na construção deste país. Da perspectiva do negro, este não é um processo exclusivo do Brasil, pois sua presença, aqui como nas Américas, é indissociavel da experiencia de dezenraizamento de milhoes de seres humanos gracas a escravidão. Assim, assumindo essa perspectiva, o Museu Afro Brasil, por ser um museu brasileiro, não pode deixar de ser também um museu da diáspora africana no Novo Mundo. É a escravidão que, na diaspora, força o contato e o intercambio entre membros de diferentes nações africanas e produz as mais diversas formas de asimilação entre sua culturas e a de seus senhores, bem como de resistencia a dominação que tais culturas lhes impõe.


[3] (pág. 124) “Quando nos debruçamos sobre a concepção do Museu Afro Brasil, nos deparamos com uma iniciativa que pretende suscitar o debate acerca do significado da presença negra na história da arte e cultura nacionais, como já fora afirmado. Para além de qualquer sacralização, os objetos culturais e artísticos que fazem parte do acervo desta instituição colaboram mais para a dessacralização de muitas ideias. A pertinência em sustentar tal argumento está relacionada ao fato de que sendo os objetos mencionados historicamente desvalorizados, tratados sob a ótica colonial, abordá-los a partir de um ponto de vista que se contraponha ao olhar conservador faz toda diferença. A rigor não há muitas chances de sacralizar aquilo que era marginal. As histórias que esses objetos contam são outras, distintas daqueles objetos culturais perenemente protegidos pelo discurso hegemônico. Além do mais, dentro da tradição ocidental que durante tanto tempo orientou as expografias em museus, os objetos não-ocidentais, por estarem subordinados às visões das culturas dominantes, provavelmente não teriam como ser sacralizados. Seus papeis nos discursos museais do passado eram, de uma maneira em geral, de coadjuvantes, raramente de protagonistas”

Referências

[1] DESCRITIVO, Disponível em: http://www.museuafrobrasil.org.br/o-museu. 


[2] ARAUJO, E. O Museu Afro Brasil. Comunicação & Educação, v. 15, n. 1, p. 125-129, 2010.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/44112. 

[3] SILVA, Nelson Fernando Inocêncio da. Museu Afro Brasil no contexto da diáspora: dimensões contra-hegemônicas das
artes e culturas negras. Tese de Doutorado. Brasília, 2013.
Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15347/1/2013_NelsonFernandoInocenciodaSilva.pdf. 

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